Recebi o release por e-mail:
"4º Festival de Quadrinhos da FNAC
de 20 a 25 de outubro
O "HQ O QUÊ?" tem mostrado o forte papel dos quadrinhos como incentivador da leitura, instrumento educativo e parte fundamental da produção literária e artística do Brasil. Durante uma semana, o universo dos quadrinhos é discutido, com um tema diferente por dia com desenhistas, editores, jornalistas e profissionais especializados em forma de palestras, bate-papos e oficinas, para quem é amante de quadrinhos e para profissionais que buscam ingressar no mercado de trabalho. Curadoria de Silvio Alexandre.
Dia 20/10 (2ª feira), às 19h:
Cláudio Seto, o Samurai dos Quadrinhos
Cláudio Seto foi o primeiro artista brasileiro a utilizar o traço característico do mangá em publicações nacionais. Isso ocorreu na década de 60. Ele publicou histórias de samurais e ninjas, numa época em que ninguém sabia direito o que significavam esses termos. Seu personagem O Samurai, sairá este ano em um álbum pela Devir. Para falar sobre quem lançou o estilo mangá no país, teremos um bate-papo com a professora e pesquisadora Sonia Luyten; e o escritor e jornalista Gonçalo Júnior.
Dia 21/10 (3ª feira), às 19h:
Prêmio Fnac Novos Talentos: anúncio oficial dos ganhadores
Neste encontro serão anunciados os ganhadores do Prêmio Fnac Novos Talentos - Quadrinhos com coquetel e atrações especiais (www.fnac.com.br/premiofnacnovostalentos). Teremos, também, a exibição do premiado documentário Dossiê Rê Bordosa de César Cabral, feito em animação stop-motion, que investiga as razões por trás da decisão do cartunista Angeli de matar uma de suas mais famosas criações, a diva underground Rê Bordosa. O filme conta com depoimentos de Angeli, Laerte, Toninho Mendes (editor da revista Chiclete com Banana), e as vozes de Grace Gianoukas como Rê Bordosa e Paulo César Pereio como Bibelô.
Dia 22/10 (4ª feira) , às 19h:
Bate-papo com o artista argentino Liniers, o mais recente fenômeno dos quadrinhos
Conversa descontraida e informativa com Ricardo Liniers, respondendo questões do quadrinista Eloar Guazzelli Filho e do jornalista Eduardo Nasi, sobre o atual momento dos quadrinhos na Argentina e no mundo. Lançamento do álbum "Macanudo", com suas tiras poéticas, irônicas e reflexivas no Brasil pela Zarabatana Books.
Dia 23/10 (5ª feira), às 19h:
Mesa-redonda: Publicação independente, uma saída para o mercado dos Quadrinhos?
O cenário de quadrinhos brasileiros tem melhorado bastante, tanto pelo aumento de produção, quanto pelo aumento de qualidade. E muito disso se deve a uma forte produção de quadrinhos independente, que hoje no Brasil, representa 90% do que é publicado. Os quadrinhistas Edu Mendes, Will, Cadu Simões, Marcos Venceslau, Daniel Esteves e Flávio Luiz discutem se os independentes serão a solução para os problemas do mercado editorial.
Dia 24/10 (6ª feira), às 19h:
Bate-papo: As atuais mudanças e transformações dos Quadrinhos no Brasil.
O editores da HQM Editora conversam sobre a nova safra de autores, a produção de quadrinhos nacionais e como as editoras enxergam este mercado. Além disso, os editores Carlos Costa, Artur Tavares e Leonardo Vicente falarão sobre os próximos lançamentos da editora programados para 2008 e 2009. A mediação será feita pelo jornalista Paulo Ramos, do Blog dos Quadrinhos.
OFICINAS
Dia 25/10 (Sábado), das 12 às 15 horas
Oficina: Comics Power – uma nova metodologia de produção de quadrinhos
O cartunista e jornalista indiano Sharad Sharma desenvolveu a metodologia Comics Power (Poder das HQs), cuja proposta é mostrar que, através dos quadrinhos, todos podem auxiliar na mobilização social e na luta por direitos. Com esse método qualquer pessoa pode montar uma HQ a partir de sua história de vida. A dinâmica é simples e acessível à maior parte das pessoas, mesmo as que não sabem ler e escrever. Hoje, sua metodologia está presente no Sri Lanka, Finlândia, Moçambique e Brasil. Inscrições (11) 3579-2039. vagas limitadas.
Dia 25/10 (Sábado), das 16 às 18 horas
Oficina: A narrativa nos quadrinhos - Marcelo Campos
O que diferencia as Histórias em Quadrinhos de qualquer outra mídia são as ferramentas de linguagem específicas que criaram esta forma de expressão, aprimoradas através dos anos por centenas de artistas no que chamamos de narrativa ou storytelling. A intenção desta oficina é apresentar uma base desta estrutura de linguagem, seus símbolos gráficos e um pouco da evolução do que chamamos sintaxe. Inscrições (11) 3579-2039. vagas limitadas.
Dia 25/10 (Sábado), das 18 às 20 horas
Oficina de Fanzine - Will
Oficina com o ilustrador e designer gráfico Will. O objetivo desta atividade é analisar, através da teoria e prática, o processo de concepção das publicações de fãs. Analisando algumas das atuais publicações e também aquelas que fizeram a história do gênero, procuraremos vivenciar situações reais da criação deste popular veículo de comunicação. A intenção é oferecer instrumentos ao fanzineiro, futuro profissional dos quadrinhos ou da área editorial, para que ele possa criar e apresentar um material com conteúdo editorial e de informação coerentes e também com qualidade gráfica compatível com as atuais tecnologias de impressão. Com apostila. Inscrições (11) 3579-2039. vagas limitadas."
O Evento vai acontecer na FNAC Pinheiros, na Av. Pedroso de Morais, 858 - Pinheiros (SP)
Fone: (11) 4501-3000
A Entrada é franca!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
"HQ O QUÊ?" na FNAC Pinheiros
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eventos,
quadrinhos
Postado por Luiz Salles
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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cinema
Como eu disse na postagem anterior, vivemos em função do relógio.
Nós, todos os dias, mergulhamos em nossas rotinas e vivemos engasgados de repeições, fazendo sempre as mesmas coisas, sem mudar, sem variar.
Acordamos no mesmo horário. Levantamos, escovamos os dentes, nos vestimos e vamos trabalhar. Todos os dias, o mesmo "bom dia", as mesmas caras entediadas, as mesmas testas franzidas, as mesmas pressões e, o mais impressionante, ninguém explode!
É disso, e começando muito bem, com um leitmotif do Nine Inch Nails - que vem para o Brasil no mês que vem -, na música "Everyday is Exactly The Same", para o protagonista, que fala o filme "O Procurado", do russo Timor Bekmambetov, o mesmo de "Guardiães da Noite".
O filme é, em si só, uma catarse. É tudo o que um nerd qualquer adoraria que acontecesse em sua vida: você está de saco cheio até que, um dia uma Angelina Jolie aparece em sua vida, diz que você é o máximo, o único cara que pode matar um outro cara muito bom, mesmo, e, de repente, você se vê possibilitado a mandar aquela chefe pra um lugar que só é prazeroso pros outros irem, destrói um teclado na cara do filho da mãe que se diz seu amigo, mas trepa com a sua mulher e ainda tasca um beijo na Jolie na frente dela, indo, de vez, viver uma vida nem um pouco monótona e cheia de aventura e coisas impossíveis.
"Jornada do Herói", "Mito da Caverna", tudo aquilo que, já se sabe de trás-pra-frente, é o segredo de qualquer boa história, está no roteiro deste filme que, além de um bom roteiro, é um show de imagens alucinantes e bonitas, uma trilha sonora muito boa e atores fazendo bem seus trabalhos.
Não posso dizer que não é um bom filme.
Aliás, é mais que um bom fime.
É um ótimo filme.
Só tem um pequeno defeito no roteiro: é previsível demais, mas todos nós sabemos que bons roteiros não contam histórias imprevisíveis, mas histórias boas.
Quem não viu, vá ver.
Postado por Luiz Salles
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Três
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Vários
Primeiramente, eu devo aos leitores deste Blog as minhas desculpas.
Hoje faz três meses e mais três dias que eu não escrevo uma letra neste ainda jovem Blog. E, para um Blog que tem nove meses, três são um tempo e tanto.
Uma coisa da qual eu não posso reclamar da vida é da profissão que eu tenho. Num mundo onde as pessoas sofrem uma grande pressão e acabam por escolher sua profissão única e exclusivamente pelo dinheiro que ela pode proporcionar no futuro, eu tive o privilégio de escolher para a minha vida exatamente aquilo que gosto de fazer: cinema, vídeo, quadrinhos e internet.
Faz um tempo que não faço cinema, e meu relacionamento com os quadrinhos andam só no ítem "crítica", mas isso não vem muito ao caso.
O importante a dizer aqui é que, apesar de eu fazer o que gosto, minha profissão tem muitos defeitos, e o mais insuportável deles, de longe, é o "prazo".
Esta semana, no programa "Circo do Edgard", exibido no MULTISHOW, o apresentador do"Fantástico" Zeca Camargo colocou no topo de uma lista "os três mais malas" o relógio.
Eu sei, todas as profissões trabalham com prazos, algumas mais, outras menos, mas havemos de concordar que nada é mais restritivo e torturante do que o prazo nas áreas de publicações e imprensa.
Fechamento.
Esta palavra causa calafrios, urticárias, pesadelos e, até, suicídios em pessoas que trabalham com publicações o ano inteiro.
Pra mim, ela vem em todo começo de mês e, vou te dizer, é um inferno. Por que? Porque, ao contrário de todas as outras pessoas na revista, cujos trabalhos dependem somente deles mesmos, o meu trabalho, em certo momento do fechamento, depende do trabalho dos outros.
E é aí que o prazo aperta.
Porque, enquanto todo mundo mira terminar seus trabalhos para o envio da revista para a gráfica - uma semana antes da revista chegar nas mãos dos associados -, ninguém percebe que eu também praciso mirar a mesma data, só que eu não posso editar as matérias em vídeo sem um texto. Audiovisual é assim: o áudio não vem antes à toa.
O ano inteiro eu fui ficando pior de saúde, gradativamente, por causa deste stress de fechamento de revista. Mas nos últimos meses eu fiquei ruim mesmo, e, para piorar, ainda tive que cuidar de mudança de casa, autoração de DVD e, no último mês, preparação de aula, uma vez que virei professor universitário.
Não estou justificando, mas estou pedindo desculpas, aqui, e prometendo que, apesar da correria, serei mais fiel ao Blog à partir daqui.
E gostaria, também, de agradecer àquelas visitas que apareceram constantemente, durante esta lacuna, e não deixaram cair a peteca do Blog durante esses longos três meses.
Postado por Luiz Salles
terça-feira, 8 de julho de 2008
No melhor estilo "salvem o planeta"
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cinema
Vou fazer uma resenha dupla, com um certo atraso: WALL-E e AGENTE 86 (GET SMART).
WALL-E - Imagine como o mundo seria se não seguíssemos o prazo dado esta semana pela ONU, de sete anos, para reverter o rumo das coisas na Terra.Imagine o resultado disso daqui a uns cem anos.
Agora, imagine se nós bandonássemos a Terra, porque ela virou um monte de lixo sem vida, e fôssemos, literalmente para o espaço, deixando a Terra nas "mãos" de robôs compactadores de lixo, imbuídos de inteligência artificial, que, 700 anos depois, ainda nã conseguiram organizar todo o lixo que nós deixamos para trás.
Este é o ambiente em que o robôzinho com cara de triste Wall-e existe, e trabalha duro, apesar da monotonia, além de colecionar bizarras peças de engrenagens que ele "acha" interessantes.
Isso até parecer Eve, uma (desde quando robô tem gênero? Bom... Vamos chamar isso de "licença poética") robozinha de rastreamento, que faz parte de uma tentativa periódica dos humanos de encontrar vida na Terra e reabitar o planeta.
Obviamente, Wall-e se apaixona por ela e, daí, começa toda a "aventura" do filme.
Cara, o filme é feito pra ser "bonitinho", como todos os filmes da Disney/Pixar, mas ele dá conta do recado com méritos maiores do que só "bonitinho". Nunca pensei que um dia eu ia dizer isso, mas o grande mérito do filme é ele ser panfletário. Sim, ele é panfletário, e eu odeio coisas panfletárias, mas este filme consegue ser panfletário de uma forma tão agressiva e, ao mesmo tempo, imperceptível, que ele ficou legal.
Eles se aproveitaram do caos para o qual caminhamos a passos largos e deram um tapa na cara da humanidade. Nada escapa: poluição, tecnologia, preguiça, alienação, cegueira, está tudo lá.
E tudo isso ainda consegue vender bonecos, mochilas e cobertores, com a excelência que só a Pixar pode fazer.
Um filme educativo, uma maneira inteligente de se fazer campanha pela salvação do planeta.
AGENTE 86 (GET SMART) - Agora, imagine uma pessoa absurdamente inteligente e, ao mesmo tempo, extremamente estúpida (estúpida no sentido de esperta) ao mesmo tempo. Este é Maxwell Smart, um espião muito competente e minuscioso da agência de espionagem americana CONTROLE.Justamente por fazer sempre seus relatórios com os mínimos detalhes das conversações da KAOS (agência de espionagem e planos maléficos russa) é que Smart é alvo de chacota de seus companheiros de trabalho.
Mas é na mão de Smart que todos ficam quando os russos conseguem praticamente extinguir a CONTROLE, forçando o "Chefe" a promover Maxwell a "Agente 86" e designando a ele e à "Agente 99" a missão de reerguer a agência das cinzas, retomando a dignidade da mesma, ao mesmo tempo que impedem os planos da KAOS de executar um ataque terrorista em território americano.
Com todos os elementos da série que se consagrou nas décadas de 60 e 70, fazendo paródia dos filmes de espionagem, estilo 007, o AGENTE 86 consegue te fazer rir do começo ao fim, com um humor fácil e iluminação "Prime Time", sem muitas áreas subspostas e grande absorção pelo grande público.
Faz o que se propôs a fazer. Um filme que merece ser assistido, afinal, bons atores, bom roteiro e boa técnica sempre resultam em um bom filme!
Postado por Luiz Salles
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