terça-feira, 25 de março de 2008

A realização de um sonho

Nenhuma banda, em toda a história, me cativou tanto. Nenhuma banda Punk, nada do "Grunge", nada. Eu nunca fui muito de Heavy Metal, apesar de curtir muitas coisas do Heavy antigo, estilo Black Sabbath e Led Zeppelin, e muito menos do Rock and Roll Progressivo.

Mas tem uma banda... uma, não... A BANDA de progressivo, que é a maior expressão da música em todos os tempos. Nem Beatles, nem Beethoven, nem ninguém, nunca tocou enm vai tocar meu coração com músicas como eles o fizeram.

QUEEN.

A voz inconfundível de Freddie Mercury, a bateria marcante de Roger Taylor, a guitarra virtuosa de Brian May e o baixo magistralmente tocado por John Deacon fizeram o que pode se chamar de A COMBINAÇÃO PERFEITA da música, e formaram a maior banda de Rock and Roll de todos os tempos.

Eu poderia ficar aqui, anos e anos, falando de Queen, mas preciso ir direto ao assunto: Eles voltaram!

Desde a morte de Freddy, em 1990, e a aposentadoria de John, em 89, o QUEEN não gravava nada inédito em estúdio: várias especulações sobre supostos substitutos de Freddie (nunca serão, nunca), como Robbie Williams e o próprio Roger Taylor assumindo os vocais, surgiram, mas nada se confirmava, até 2004.

Foi quando Paul Rodgers (que tem uma extensa carreira pregressa em algumas bandas e com carreira solo, mas que, confesso, de nada conheço e nunca tinha ouvido falar anteriormente) aceitou o convite da banda, e eles saíram em turnê. Mas, até agora, isso era só uma turnê para os fãs matarem as saudades do QUEEN, pra escutar as músicas antigas e tal, mas este ano, eles lançam um novo álbum do QUEEN, e com músicas inéditas e com Paul nos vocais.

Foi aí que resolvi ir atrás e escutar o cara.

E me surpreendi. O cara é bom. ÓBVIO que ele não é o Freddie (nunca será, nunca), mas o cara tem uma voz poderosa. Em certos momentos, por não ter a voz de Freddie, ele parece um tiozão cantando uma música country qualquer, mas, na maioria dos momentos, principalmente nos tons mais altos, ele é muito bom mesmo!

E a melhor de todas as notícias: assim que eles saírem do estúdio e lançarem o novo álbum, está nos planos deles virem para a América Latina, destino que ainda não foi agraciado pela "Queen + Paul Rodgers Tour".

É a realização de um sonho de infância, para mim, e, podem ter certeza, eu estarei lá.

Por enquanto, avaliem por vocês mesmos o desempenho do novo vocal, e confirmem a excelente forma dos membros ainda não aposentados da banda:



E confiram, ainda, o primeiro single inédito:

segunda-feira, 24 de março de 2008

Rapidinhas

Warren Ellis em Astonishing X-Men - Li na coluna LYING IN THE GUTTERS que Warren Ellis vai escrever a próxima temporada de gibis dos X-Men. É realmente uma pena que o desenhista não seja o mesmo e eles não refaçam a dupla que arrebentou em PLANETARY, mas tomara que eu queime a minha língua e o(a) outro(a) artista , Simone Bianchi, seja bom(oa), e o trabalho seja sensacional, também.

Warren Ellis é gênio.

Constantine 2 - No mesmo site, mas em outra coluna, a Comic Reel, que Keanu Reeves não fará uma continuação de CONSTANTINE. Me chamem de louco, mas é uma grande pena.

Grande Alegria - Marcelo Yabu, não o conheço pessoalmente, mas ele foi aluno do meu professor de desenho, vai estrear com uma série de desenho animado no Discovery Kids, chamada "PRINCESAS DO MAR". Fico feliz, pelo mercado de animação brasileiro e pelo fato de uma pessoa com as mesmas origens que eu estar conseguindo sucesso num mercado que é o que sempre quis fazer.

Eu nunca fui um entusiasta de animação, muito menos 2D, mas ainda estou longe de ter, nos quadrinhos, o mesmo sucesso que Yabu tem nas animações. Um dia, eu chego lá.

Muito sucesso para ele!

Três é bom demais!

Este fim-de-semana foi algo que eu poderia chamar de um fim-de-semana produtivo. Não contente por estar longe da civilização e não podendo me inteirar das coisas que acontecem hoje, me aproveitei da boa vontade de Aline, amiga de minha namorada, que alugou nada menos que quatro DVD's para o feriadão, e assisti três dos mesmos, deles, nenhum eu havia assistido.


LITTLE MISS SUNSHINE (Pequena Miss Sunshine) - É um filme que eu estava curiosíssimo para assistir. Todo mundo me falava deste filme, e eu não fazia a menor noção do que se tratava. Na real, quando estava no cinema, não quis ver o filme, por me parecer extremamente bobinho (preconceitos...), mas, depois que ouvi a opinião abalizada de alguns amigos, fiquei curioso, mas, como tenho uma extrema preguiça de passar na locadora, acabei ficando sem assistir.

Olha: é daqueles filmes que te prendem do começo até o fim. A família protagonista do filme é de um carisma sensacional: o supergênio/gay/suicida, a menininha feia e barriguda, que sonha em ser miss, o adolescente revoltado que fez voto de silêncio para entrar na escola de pilotos da Aeronáutica, o avô pervertido, o pai, que esconde seus fracassos por trás de uma "teoria do vencedor" e a mãe, que tenta administrar tudo isso, sem muito sucesso, para o bem da verdade.

Achou ruim? É que você não assistiu ao filme, ainda. Ao levar a pobre garotinha para o concurso de Miss Sunshine, a família vai passando por poucas e boas (só se for pra você, mané, que fica rindo do filme, porque, pra família, é uma desgraça atrás da outra), que vão mostrando que "ir levando", apesar de tudo, não é um talento só brasileiro.

Aliás, é disso que o filme tem cara: roadie movie brasileiro, dirigido por um Walter Salles sarcástico e cheio de humor negro.

Destaque para a dancinha no final, que, se eu tivesse visto no cinema, teria me obrigado a sair da sala, passar no guichê e pagar a entrada de novo, porque é um show à parte.

Sensacional!

MEMOIRS OF A GEISHA (Memórias de uma Geisha) - Sinceramente, eu esperava muito mais deste filme. Não que ele seja ruim, longe disso, vale muito a pena assistir, principalmente pela direção de arte, que traz um japão da segunda guerra mundial muito bem pontuado e muito condizente com a realidade.

A narrativa é um pouco confusa. Não que não dê para entender a história, nada disso, a história é até bem simples: conta a saga de uma garotinha filha de pais muito pobres, que a vende para uma "cafetina" (e as aspas não poderiam estar melhor empregadas, mas eu peço perdão ao leitor, pois não sei o real termo que deveria ser usado no momento) e, apesar de muitos percalços, a garota acaba se tornando a mais cara Geisha de sua cidade até o então momento histórico.

Chega até a ser emocionante, a história, mas o roteiro é cheio de pontas soltas e chega a ser até desapontante, principalmente pelos meios que ele usa para tentar amarrar essas pontas, sem muito sucesso.

Destaque para a atuação da protagonista, que nem japonesa é, mas já havia se mostrado uma boa atriz em "O TIGRE E O DRAGÃO".

MUSIC AND LYRICS (Letra e Música) - Taí a surpresa do feriado. O famoso "água com açúcar" que funciona, porque tem aquele roteirinho inteligente e cheio de referências, que faz qualquer um dar risada a torto e direito.

Hugh Grant faz um ex-integrante de boyband dos anos 80 (estilo A-HA) decadente, que precisa, desesperadamente, compor letra e música do novo "hit" da mais badalada cantora pop da atualidade, pra ver se salva sua carreira. Só que ele não é bom letrista; e é aí que surge Drew Barrimore, uma "babá de plantas" (na verdade, uma escritora fracassada), que acaba trombando com ele e compondo a música.

O filme todo é uma crítica ao mercado de música, que não dá real valor às pessoas de talento, desdenha de quem um dia já fez muito sucesso e dá demasiado valor a pessoas que não têm a menor profundidade, mas se escondem por trás de máscaras de elementos intelectualizáveis.

Boa pedida, mesmo!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Rapidinhas


ROCKETEER - Faleceu, no último dia dez, Dave Stevens, famoso por ser um dos grandes artistas de TARZAN, criador de ROCKETEER e desenhista dos eternamente famosos "pin-ups" de BETTY PAGE, musa inspiradora da mocinha de sua publicação. É com muito pesar que todos nós que trabalhamos e amamos quadrinhos damos uma notícia dessas.

LYING IN THE GUTTERS - A badalada coluna, fonte fidedigníssima de informações da indústria americana de quadrinhos, diz que são fortes os indícios de que o roteiro que está sendo escrito para o filme WONDER WOMAN seja um plágio...

Encrenca da boa, essa, não?

O mesmo site diz que está esquentando a discussão entre Grant Morrison e Brian Bendis, que insinua que CRISE FINAL só termina em 2012, já que os (existentes) atrasos de Morrison são muitos. O colunista, porém, defende o roteirista escocês, mostrando toda a movimentação e todos os artigos vendáveis que a DC está aproveitando para lançar nas lacunas deixadas pelo escritor, faturando muito com tudo isso.

É o mercado.